Estudantes espalham esterco em frente à Câmara do DF

Policiais militares fizeram uma barreira humana para impedir que manifestantes entrassem no prédio

Carol Pires, da Agência Estado,

21 de janeiro de 2010 | 15h51

Estudantes tentaram entrar na Câmara, mas foram impedidos pela Polícia. Foto: Pablo Valadares/AE

 

BRASÍLIA - Cerca de 30 manifestantes espalharam esterco na porta da Câmara Legislativa do Distrito Federal, hoje à tarde. A iniciativa foi um protesto contra o esquema de corrupção conhecido como "Mensalão do DEM", que teria como chefe o governador José Roberto Arruda (ex-DEM) segundo investigações da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal.

 

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Quatro policiais militares fizeram uma barreira humana para impedir que o grupo de manifestantes entrasse no prédio, mas não evitaram a ação em frente à Câmara.

 

O estudante de Letras da Universidade de Brasília (UnB) Diogo Ramalho contou que o estrume foi recolhido em um pasto, em Sobradinho, cidade-satélite de Brasília. Foram usados dez sacos com capacidade para armazenar até 50 quilos. Ramalho explicou a intenção do protesto: "Simbolicamente, significa essa sujeira que é a Câmara."

 

"Arruda vai ganhar uma passagem para sair desse lugar. Não é de carro, nem de trem, nem de avião, é algemado, no camburão. Ô, Arruda, ladrão", cantava o grupo. O esquema que o governador é acusado de comandar consistia na arrecadação de propinas junto a empresas favorecidas por contratos com o governo e na distribuição do dinheiro a deputados distritais, secretários do governo, um integrante do Tribunal de Contas, empresários e o próprio Arruda.

 

Os estudantes tentaram entrar na Câmara Legislativa para assistir à reunião da CPI da Corrupção, marcada para começar em instantes, mas foram impedidos pela Polícia. Em reação, os manifestantes começaram a gritar: "Policial pai de família, não defenda essa quadrilha." Sem conseguir entrar no prédio, os estudantes aguardam o começo da sessão da CPI, neste momento, sentados na calçada.

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