Estratégia para instalação da CPI do Apagão divide oposição

Os partidos de oposição na Câmara estão divididos em relação aos procedimentos que devem adotar para conseguir a instalação da comissão parlamentar de inquérito (CPI) do Apagão Aéreo, destinada a investigar as responsabilidades pelo caos aéreo no País. Enquanto o DEM (ex-PFL) defende a obstrução das votações no plenário da Câmara, o PSDB e o PPS querem votar as proposições que estão na agenda da Casa, independentemente do funcionamento da comissão. As medidas que integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) são o principal item da pauta desta segunda. "Obstruir não vai acrescentar nada para que a CPI saia ou não", disse o líder do PPS, deputado Fernando Coruja (SC). "Seria melhor que os três partidos de oposição estivessem na mesma linha, mas não estão. Entendemos que a obstrução não vai nos ajudar em nada", afirmou o líder do PSDB, deputado Antonio Carlos Pannunzio (SP). "Vamos ficar em obstrução. O presidente Chinaglia tem todas as condições de instalar a CPI. Enquanto não houver instalação, não tem votação", avisou o líder do DEM, deputado Onix Lorenzoni (RS).Os líderes oposicionistas se reuniram nesta segunda-feira com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT), para pedir a instalação imediata da CPI do Apagão Aéreo, sem necessidade de se esperar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Chinaglia disse que consultará os líderes da base aliada sobre o assunto, mas deve esperar a manifestação do Supremo Tribunal Federal (STF). Mas o vice-líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), já antecipou que a base é contra a instalação da comissão. "CPI é sinônimo de colocar mais fogo no circo do que serenar os ânimos", afirmou Fontana.Ao deferir liminar da oposição suspendendo a votação do plenário da Câmara que negou o requerimento da CPI, o ministro Celso de Mello, do STF, determinou que a instalação está suspensa até o julgamento do mérito do mandado de segurança pelo plenário do tribunal. "Uma crise setorial se transformou numa crise política. A nossa posição é contrária à obstrução. Caso haja quórum, votaremos as matérias", ponderou Pannunzio. (Com Reuters)Este texto foi ampliado às 18h18.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.