Dida Sampaio|Estadão
Dida Sampaio|Estadão

'Estou sempre tranquilo', afirma Levy

A fala do ministro ocorre dois dias depois de a presidente, em viagem pela Turquia para participar da reunião do G-20 reconheceu divergências com ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Rachel Gamarski e Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

18 Novembro 2015 | 12h08

Brasília - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou nesta quarta-feira, 18, que "está sempre tranquilo" em relação a sua permanência no cargo. A resposta foi dada após ele ser questionado sobre sua permanência na pasta e sobre as declarações da presidente Dilma de que ele “fica onde está”. Levy não entrou em detalhes e preferiu não dar continuidade aos questionamentos e às especulações sobre a discussão. 

A fala do ministro ocorre dois dias depois de a presidente, em viagem pela Turquia para participar da reunião do G-20 reconheceu divergências com ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem atuado nos bastidores para a nomeação do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles no lugar de Levy,  e disse que  não tem de “concordar com todas as avaliações” dele em referência às especulações sobre troca no Ministério da Fazenda. 

“Eu não só gosto muito do presidente Lula, como o respeito. Mas não temos de concordar com todas as avaliações”, disse. “Acho extremamente nocivas as especulações quanto ao ministro que me obrigam a, de forma sistemática, reforçar que o ministro fica onde está”, seguiu a presidente. Além disso, como divulgou o Estado nesta quarta, Dilma condiciona a permanência de Levy no cargo a uma melhora na economia em 2016. 

Para Dilma, neste momento, Levy ainda tem missões para cumprir e contou a favor, por exemplo, a nova vitória obtida nesta terça-feira por ele, no Congresso, ao aprovar na Comissão Mista de Orçamento a nova meta fiscal de 2015.

Mas Dilma gostaria, segundo auxiliares, que Levy mudasse sua forma de agir, mostrando o que está sendo feito para retomar o crescimento do País e apontar caminhos para tornar isso viável. Para ajudar nessa estratégia, a presidente tem reforçado a defesa da recriação da CPMF, uma das propostas consideradas fundamentais pelo ministro para dar um fôlego às contas públicas.

A ideia é que Levy apresente um discurso mais otimista, apontando para um futuro melhor em 2016, e não se limitando apenas a falar de “ajuste, ajuste e ajuste”. Dilma entende que as vitórias obtidas por Levy fortalecem ela própria e o governo.

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