Estou convicto, serei o escolhido, diz Alckmin

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, minimizou o jantar que reuniu a cúpula do PSDB e o prefeito José Serra na quinta-feira e afirmou categoricamente que será o candidato tucano à Presidência da República. "Eu estou confiante em que serei o escolhido. Estou convicto disso. Médico tem olho clínico", disse o governador em Jundiaí, na entrega de 183 veículos para o Programa de Microbacias Hidrográficas do governo estadual.Alckmin afirmou que respeitará a decisão do partido, mas respondeu com negativas às questões sobre sua disposição em disputar a eleição como candidato ao Senado ou à Câmara. "A minha candidatura está colocada, eu vou disputar. Saio do governo, sou pré-candidato e animado para fazer uma grande campanha e trabalhar pelo Brasil", disse. "Só tenho plano A", enfatizou.Para o governador, o encontro de José Serra com o presidente do PSDB, Tasso Jereissati, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, em um restaurante na capital paulista não passou de uma simples conversa. "Houve uma interpretação que não é a melhor. Não foi uma reunião para decidir candidatura. Foi conversa e política é conversa", desconversou."Aliás, a conversa comigo até seria antes; eles queriam na quarta tomar um café, bater um papo comigo. Fui eu que desmarquei, por um erro da minha agenda", continuou, lembrando que viajou a Santa Catarina. Para o governador, se o encontro de quarta-feira tivesse ocorrido, a imprensa cometeria o mesmo equívoco, mas a favor dele. "É que a política é feita de muita simbologia e, às vezes, há interpretações equivocadas. Os dirigentes do partido não apóiam nem um nem outro", justificou.Alckmin acredita que até o fim de semana conseguirá remarcar o encontro com a cúpula tucana. "Conversar é bom, é muito positivo. E é isso que o presidente Tasso, o presidente Fernando Henrique e o governador Aécio Neves têm feito", disse. "E não fiquei chateado com jantar nenhum."PressãoEle negou que esteja sentindo pressão do partido ou de Serra e avisou que continua buscando apoios enquanto o PSDB não define o nome do candidato. Insistiu em que só é conhecido em São Paulo e ainda assim registra 18% das intenções de votos nas pesquisas, "um piso muito alto". "Isso é raro", ressaltou.Alckmin voltou a defender a definição do nome do candidato para março. Ele acredita que a decisão deve sair "de um bom entendimento", que culminaria com sua candidatura. "O mês de fevereiro não é um mês longo, já estamos chegando em março e em março isso vai estar resolvido."Em tom de campanha, aproveitou para criticar o presidente Lula, dizendo que "quatro anos para o atual governo já foi demais". "Houve um sentimento de que o governo acabou antes da hora", disse, referindo-se ao escândalo do mensalão. "O Brasil está perdendo muito tempo. Crescer 2%, 2,5%, um crescimento do Haiti num céu de brigadeiro, não é possível", provocou, reclamando da falta de reformas e projetos no governo Lula. "Tem muita campanha, muito discurso, muita retórica. Mas pouca gestão, pouco trabalho."O governador preferiu não responder à ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, que no sábado atribuiu a ele uma "gestão incompetente e sem planejamento". "Não vou entrar nesse debate, não há nenhuma razão pra isso. A população de São Paulo conhece o mandato da ex-prefeita e conhece o meu mandato."ChuchuAnimado, o governador brincou com seu apelido, picolé de chuchu, dizendo que pretende usá-lo em sua campanha. "Meu mote vai ser `o Brasil vai crescer pra chuchu´. Vamos ter emprego pra chuchu. Vai ser um governo que é um chuchuzinho."

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