'Estou convicto da minha inocência', diz Renan

Frase do presidente do Senado lembra declaração de José Dirceu antes de ser cassado

Eugênia Lopes, do Estadão,

17 de julho de 2007 | 16h52

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta terça-feira, 17, que vai colaborar para um "rápido esclarecimento" do processo a que responde no Conselho de Ética da Casa por quebra de decoro parlamentar. "Quero, em um curto espaço de tempo, mostrar ao País que sou absolutamente inocente. Não há fato novo. Estou convicto de minha inocência", afirmou. Ele é acusado de ter despesas pessoais pagas por um lobista.  Veja também:  Entenda o caso RenanRenan vira 'corretor' de gabinete para salvar o mandatoRenan sofre mais um derrota e PF fará nova perícia e registros  A resposta de Renan lembra as declarações do ex-ministro José Dirceu. Durante as investigações do escândalo do mensalão, do qual era acusado de ser o criador, Dirceu afirmou: "A cada dia estou mais convicto de minha inocência." De volta ao cargo de deputado federal, acabou sendo cassado. O mensalão, denunciado por Roberto Jefferson (PTB-RJ), era um esquema de pagamento de propina a partidos aliados ao governo.  Renan disse ainda que, quanto mais cedo acabar o processo contra ele, melhor será. "A esquizofrenia desse processo é a seguinte: se você quer agilizar, dizem que está querendo abafar; se você segue o processo, dizem que quer delongar", reclamou o senador.  Ele disse que encontrou "um meio-termo" na carta que enviou na última segunda-feira ao Conselho de Ética avisando que não tomará decisões relacionadas à administração de seu caso e que qualquer providência a respeito deve ser tomada pelo primeiro vice-presidente do Senado, senador Tião Viana (PT-AC).  Esta terça marcou mais uma derrota para Renan. A Mesa Diretora do Senado decidiu por unanimidade entregar ao Ministério da Justiça uma lista de 30 perguntas sobre os documentos apresentados por Renan, para que sejam respondidas pela Polícia Federal. A PF deu prazo de 20 dias para responder, o que coincidirá com a volta do recesso parlamentar.

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