'Estou 100% focada no Plano A', diz Marina sobre Rede

Após peregrinação pelo TSE, ex-senadora se mostra confiante pela aprovação de registro de seu partido

Daiene Cardoso e Marcelo de Moraes , O Estado de S. Paulo

01 de outubro de 2013 | 22h09

Brasília - Depois de bater à porta de sete ministros e dois suplentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ex-ministra Marina Silva tentou demonstrar confiança na criação da Rede Sustentabilidade, mesmo com o parecer desfavorável do Ministério Público Eleitoral (MPE). Ao Estado, a segunda colocada nas pesquisas de intenção de voto para a sucessão presidencial diz que não pode "ser cassada pelos cartórios" e insiste que não há planos de se candidatar por outra sigla.

Confira a íntegra da entrevista:

O que muda com o parecer do procurador eleitoral?

Independente do relatório dele, a relatora vai firmar o relatório dela também e é esse relatório que vai para o julgamento.

Ficou mais complicado colocar o partido na rua?

Não, porque fizemos tudo dentro dos prazos. Quem perdeu os prazos foram os cartórios. Cerca de 53% de 1.800 cartórios perderam os prazos. Mesmo assim, conseguimos um encaminhamento de assinaturas num volume suficiente. Encaminhamos 668 mil assinaturas e se não fossem as invalidações injustas de 95 mil, nós teríamos mais de 550 mil com essas assinaturas reparadas.

Muita gente fala que houve demora da Rede para coletar as assinaturas.

Acho que é uma abordagem injusta com a Rede. Quem demorou foram os cartórios. Nós estamos recorrendo à Justiça para que nos façam justiça. Se nós fôssemos um partido de gaveta, com meia dúzia de diretórios, estariam cobrando capilaridade social. Nós temos capilaridade social. Essa alegação de que começou tarde não tem nenhum cabimento. Nós iniciamos o processo em 2011, nos configuramos como força política com representatividade. Temos base legal, material e social.

A senhora tem dito que não tem plano B. Caso a Justiça não conceda o registro da Rede, o seu eleitor deve esperar sua candidatura em 2018?Eu não fico fazendo cálculo eleitoral com base nas datas eleitorais. Eu participei de um processo político em 2010, disse que não ficaria na cadeira cativa de candidata, saí de um partido que, se eu quisesse me conformar com os procedimentos poderia estar lá até hoje, se eu tivesse um pensamento puramente eleitoral. Quero que a gente tenha o direito de ser um partido político. Nosso partido tem os mesmos direitos dos outros de poder decidir se terá ou não candidatura.

E se não acontecer?

Teremos o nosso registro, sei que os ministros vão julgar de acordo com os autos e nos autos eles vão encontrar o fundamento legal para julgar com Justiça. Porque não posso ser cassada pelos cartórios.

Sem José Serra, o PPS seria uma possibilidade em um caso extremo?

Não posso ficar pensando em outras possibilidades. Eu só tenho uma possibilidade que é a Rede Sustentabilidade. Eu já disse que ninguém vai para o altar imaginando que se o noivo enfartar você já está de olho no vizinho.

A senhora pode vir discutir seu futuro em outro partido?

Não tenho como fazer essa discussão, estou focada 100% no Plano A.

Mas tem PEN, PPS...

O PPS é um partido que vem fazendo um movimento buscando a renovação, defende as candidaturas independentes, a quebra dos monopólios da política pelos partidos. E esse reconhecimento eu venho fazendo há muito tempo.

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