Estivadores param o Porto de Santos

O Porto de Santos, o maior da América Latina, parou hoje, por 24 horas. Os estivadores - 3500 da ativa e 3000 da força supletiva - cruzaram os braços para forçar os empresários a pagar os reajustes dos dissídios referentes aos anos de 99 e 98. De acordo com Rodney Oliveira da Silva, diretor do sindicato da categoria, os estivadores estão cobrando o recebimento de 4,5% relativos ao dissídio de 98 e 3% referentes a 99, que foram concedidos pelo Tribunal Regional do Trabalho, em São Paulo. O movimento, segundo Oliveira, atingiu 100% da categoria. Só funcionaram os terminais privativos da Cosipa e Ultrafértil, porque têm regime jurídico diferente. Hoje havia 16 navios atracados no porto, dos quais 8 estavam operando: 4 na Cosipa e os outros 4 movimentando granéis líquidos em terminais mecanizados, que não necessitam da mão-de-obra da estiva.A paralisação causou prejuízos aos empresários de mais de US$ 160 mil dólares, uma vez que o custo do navio parado oscila entre US$ 15 mil e US$ 20 mil, isso sem falar nas perdas do armador e de toda uma cadeia de logística. Na avaliação de José dos Santos Martins, diretor executivo do Sindicato dos Operadores Portuários (Sopesp), a paralisação de 24 horas foi ilegal porque não cumpriu os requisitos da lei de greve. "O movimento foi realizado sem comunicação prévia aos usuários do porto; o reajuste de 4,5 referente a 98 está sub-júdice no TST e o de 3% de 99 ainda está correndo na Justiça".

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