Estilista diz que Lu Alckmin pedia a confecção de roupas

O estilista Rogério Figueiredo confirmou nesta terça-feira, em depoimento ao Ministério Público paulista, que doou entre 2001 e 2003 peças de alta costura para Lu Alckmin, mulher do ex-governador de São Paulo e pré candidato à Presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin. Figueiredo disse que dona Lu pedia pessoalmente ou por sua assessoria as peças, determinando o modelo e a cor de acordo com o evento. Não soube quantificar o número de peças e valores, mas afirmou que eram mais que os 49 admitidos por Lu Alckmin. "O Rogério é um criador, um artista. Ele não sabe quantificar o número de peças, muito menos a regularidade", justificou o advogado do estilista, Vinicius Abraão.O MP investiga se as doações configuram ato de improbidade administrativa. À época Lu Alckmin presidia o Fundo de Solidariedade e não registrou as peças recebidas. Figueiredo enfatizou que não doou as peças para o fundo ou para a presidente do órgão público, mas para uma pessoa em evidência na sociedade. Ele sustentou que é comum no meio estilistas fornecerem peças a celebridades, por trazer prestígio ao profissional. ?É muito comum no meio dele esse tipo de permuta?, justificou o advogado. ?Pode ser normal, mas não quer dizer que seja correto. Tenho que verificar se isso figura ou não ato de improbidade?, disse o promotor do caso, Saad Mazloum.Mazloum espera esclarecimentos de dona Lu, mas ainda não determinou se vai chamá-la para depor ou se pedirá uma declaração por escrito. Antes, espera do estilista dados como a quantidade exata de peças, datas das doações e valores envolvidos. A assessoria do pré-candidato disse que dona Lu vai se pronunciar no MP, quando for notificada. Alckmin preferiu não comentar o assunto.

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