Estevão nega envio de dinheiro para conta de Nicolau

O ex-senador Luiz Estevão negou hoje, em interrogatório à Justiça, que sejam suas três contas em Miami, das quais teria sido transferido US$ 1 milhão para uma conta do juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto, em Genebra. Este dinheiro, segundo o Ministério Público Federal, teria sido desviado das obras do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT). "Não tenho e nunca tive envolvimento com o caso TRT. Nunca fiz transferência para nenhum juiz e nem tenho qualquer tipo de relação com o juiz Nicolau ou com seus familiares", alegou Estevão.Sobre as contas em Miami, ele afirma que o Ministério Público há mais de um ano já relacionou 18 contas que pertenceriam a ele. "Até hoje ninguém conseguiu provar que são minhas. Se o TRT tivesse encontrado alguma prova do meu envolvimento no caso, já tinha parado de investigar, no entanto, há mais de 2 anos, continua investigando", declarou.Este é o segundo interrogatório de Estevão no caso que investiga desvio de verbas públicas da obra do TRT de São Paulo, e foi conduzido pelo juiz Casem Mazloum no Fórum Criminal da Justiça Federal de São Paulo.O depoimento foi marcado para que o ex-senador pudesse dar sua versão sobre as supostas transferências de valores de suas contas nos EUA, denominadas "Leo Green" e James Towers" para a conta de Nicolau dos Santos Neto na Suíça. O interrogatório foi realizado a portas fechadas, pois o processo corre sob segredo de justiça.A promotora responsável pelo caso, Janicew Agostinhho Barreto Ascari, classificou depoimento como "negação geral". "Ele aproveitou a oportunidade para se autodefender e negou a existência das contas", disse. Segundo o MP, as provas da existência das contas contra Luiz Estevão são documentais, "com a assinatura dele", enviadas pelo Departamento de Justiça norte-americano. Ela não soube informar quais são os bancos envolvidos.Estevão diz que a assinatura das contas não é sua. "Ele disse isso somente para a imprensa, para a Justiça, não disse nada", disse a promotora.

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