Estevão está otimista quanto à decisão do STJ

Depois de ler o livro "Tempo e Transcendência", do teólogo Leonardo Boff, o senador cassado Luiz Estevão aventura-se agora pela obra "A Caverna", de José Saramago, no pátio da carceragem da Polícia Federal. Ele tomou banho de sol, vestindo uma bermuda, camiseta e tênis sem meia. Apesar dos gritos de execração dos populares que circulavam pela calçada ao lado da Casa de Custódia, Estevão aparentava tranqüilidade. O seu advogado, Roberto Podval, esteve no local e disse que, apesar de apreensivo, o senador cassado está otimista quanto à decisão do STJ, sobre o pedido de habeas-corpus impetrado ontem.O advogado declarou também não temer que o pedido seja apreciado pelo juiz Fernando Gonçalves, o mesmo que negou habeas-corpus ao juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto. "A postura de Estevão sempre foi diferente. Ele não fugiu, está à disposição da justiça e com os bens bloqueados. Por isso não temos o que temer.Podval negou as informações de que Estevão estaria utilizando um telefone celular dentro da cela, apesar de ontem, o senador ter conversado com um repórter. Segundo o advogado, o jornalista teria ligado para a carceragem da PF e se identificado como advogado. "Por isso Estevão atendeu ao telefone", disse Podval.

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