Este ano já houve 25 ações contra o crime organizado

Total de presos pela PF no primeiro bimestre, incluindo operação de ontem, é de 275 pessoas

Roberto Almeida, O Estadao de S.Paulo

06 de março de 2009 | 00h00

A Operação Rapina 3 é a 25ª ação de combate ao crime organizado deflagrada pela Polícia Federal somente em 2009. O total de presos pela corporação neste primeiro bimestre chegou a 275 pessoas, entre elas servidores públicos. A primeira ação deflagrada pela PF em 2009 foi a Operação Visconde, nos dias 7, 8 e 9 de janeiro. O objetivo era desarticular uma quadrilha especializada na fabricação e comercialização ilegal de armas de fogo e munições, que atuava na Grande São Paulo. As primeiras prisões foram em flagrante: 4 suspeitos de participar da organização criminosa.Desde então, os federais desencadearam operações que vão do combate ao tráfico internacional de pessoas e de drogas, passando por fraudes previdenciárias até a repressão da pesca ilegal no período da piracema em terras indígenas ou rinhas de canários em Fortaleza. Para ações internacionais, a PF já contou em 2009 com a ajuda da Polícia Federal da Suíça para conter o aliciamento de mulheres brasileiras. O resultado dessa operação, intitulada Abrantes, foi a prisão de seis pessoas - cinco no Estado de Goiás e uma na Suíça. O caso, porém, foi uma exceção. O maior número de operações até agora teve como objetivo combater o tráfico de entorpecentes, coibindo tanto remessas interestaduais como internacionais.Duas delas - Fragata e São José - tiveram como foco específico a cidade paranaense de Foz do Iguaçu e a chamada região da tríplice fronteira, com Paraguai e Argentina. As ações de combate às drogas também chegaram às regiões Norte e Nordeste.Foram operações como a Própolis, que objetivou reprimir o tráfico em apenas uma cidade, Picos, no Piauí. E como a Catingueira, que teve como foco a destruição de plantações de maconha na cidade de Salgueiro, em Pernambuco, às margens do Rio São Francisco.CORRUPÇÃOCasos de corrupção, como o desvendado na Rapina 3, têm sido menos frequentes entre as operações da PF. A Operação Espantalho, deflagrada no dia 2 de fevereiro, coibiu supostas fraudes previdenciárias contra o INSS no sul da Bahia.Já na Operação Harpia, desencadeada dia 29 de janeiro, agentes cumpriram sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional da 1ª Região, no município piauiense de Cocal. Foram presos um ex-prefeito e seu assessor por desvio de verbas públicas destinadas ao custeio da educação na cidade.

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