Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Estatais precisam estar no foco do controle do Executivo, afirma Jorge Hage

Ministro-chefe da CGU defende que empresas a exemplo da Petrobrás sejam submetidas a um sistema único de fiscalização; durante envento, Hage anuncia que entregou a Dilma pedido de demissão do cargo

Erich Decat, O Estado de S. Paulo

08 de dezembro de 2014 | 13h19

Brasília - O ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, considerou nesta segunda-feira, 8, que é necessário trazer as empresas estatais, sobretudo as de economia mista, para o foco de controle interno do Poder Executivo. O ministro também anunciou que não pretende ficar no cargo no próximo ano e que já teria entregado a carta de demissão à presidente Dilma Rousseff (PT).  

"É preciso trazer as estatais para o foco do controle porque atualmente elas têm sistema de licitações próprio, no caso da Petrobrás, não utilizam o sistema corporativo do governo, o que faz com que fique fora do alcance dessas atividades", ressaltou o ministro após a palestra em evento de abertura do Dia Internacional contra a Corrupção ao lado de representantes do Ministério Público Federal, entre outras autoridades.

 

No discurso, Hage defendeu a ampliação do sistema de controle interno do Poder Executivo considerado por ele como "incompleto". "Essa ampliação e complementação do sistema demanda, é certo, uma decisão política de investir mais em controle e prevenção da corrupção, com uma mudança de patamar nas dimensões do sistema de controle, hoje ainda acanhado e limitado", ressaltou o ministro.

Despedida. Ao final de sua participação no evento, Jorge Hage afirmou que apresentou à presidente Dilma Rousseff sua carta de demissão do cargo. Desde 2006 no comando do órgão, Hage foi indicado ainda no primeiro mandato do governo Luiz Inácio Lula da Silva e foi mantido na função por Dilma. "Apresentei à presidente Dilma Rousseff a minha carta pedindo que ela me dispense do próximo mandato. Apresentei isso nos primeiros dias de novembro. A minha pretensão é não ter a minha nomeação renovada", afirmou.

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