Estatais de SP deram abrigo a aliados de outros Estados

As empresas estatais de São Paulo, que têm políticos e quadros do PSDB em seus conselhos de administração, abrigaram até ex-parlamentares tucanos de outros Estados durante a gestão de José Serra.

AE, Agência Estado

15 de março de 2011 | 11h23

Um deles foi o ex-senador Geraldo Melo, do Rio Grande do Norte, ex-conselheiro da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae). Segundo Melo, o motivo de ter aceitado o cargo não foi a remuneração de conselheiro. "A vida me deu suficiente para eu não precisar dos R$ 3 mil. Na época, me disseram que havia uma dificuldade da autoridade superior de saber o que acontecia nas empresas. O governador precisava ter em cada lugar uma pessoa da confiança dele. Foi esse o tom", afirmou.

Melo disse que pediu para sair do conselho da empresa ao ficar "desconfortável com muitos assuntos dos quais não estava inteirado". "Em determinado momento, as decisões ficaram muito complexas, e pedi para sair."

O ex-senador Antero Paes de Barros, do PSDB de Mato Grosso e jornalista de formação, foi indicado no governo Serra para atuar no conselho da Sabesp, empresa estadual de saneamento. Antero ocupou o conselho entre 2007 e 2009. Disse que, durante esse período, quando precisava ir a São Paulo participar das reuniões, recebia cerca de R$ 4.200 e pagava do próprio bolso as passagens e hospedagem. "O conselho da Sabesp não é de faz de conta. Eu dava uma ou outra colaboração. Era um debate tão de alto nível que a colaboração surgia", afirmou.

O atual governador do Pará, Simão Jatene (PSDB), que tem formação de economista, ocupou um cargo no conselho da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), uma das maiores geradora de energia elétrica do País. Procurado pela reportagem, Jatene respondeu, por meio de sua assessoria, que por já ter ocupado vários cargos públicos, tem "experiência administrativa plenamente compatível com o cargo para o qual foi convidado". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.