MARCOS DE PAULA/ESTADÃO
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Estamos satisfeitos que Tasso tenha o controle do PSDB para conduzir reconstrução, diz Elena Landau

A economista tucana e os colegas Edmar Bacha, Gustavo Franco e Luiz Roberto Cunha haviam enviado carta ao senador cearense na qual faziam 'apelo' para que sigla desembarcasse do governo Michel Temer e renovasse direção

Mariana Sallowicz , O Estado de S.Paulo

04 Agosto 2017 | 00h22

RIO - Após pedir a renovação da direção do PSDB, a economista tucana Elena Landau elogiou o anúncio feito nesta quinta-feira, 3, de que o senador Tasso Jereissati (CE) ficará no comando do partido até o fim do ano, quando ocorrerá uma nova eleição da Executiva Nacional. Na visão dela, o primeiro passo foi dado e não se deve estabelecer um prazo para que esse processo de reconstrução ocorra.

"Ficamos muito satisfeitos que o Tasso tenha o controle do partido para conduzir uma reconstrução. Vamos ver agora se ele consegue com a credibilidade, a força e a legitimidade dele conduzir esse grupo que vem apoiando ele de volta aos princípios que criaram o PSDB", afirmou Elena, em entrevista ao Estado/Broadcast.

Além de Elena, os economistas tucanos Edmar Bacha, Gustavo Franco e Luiz Roberto Cunha enviaram carta a Jereissati na qual fazem um "apelo" para que a sigla desembarque do governo Michel Temer e renove sua direção - que estava com o senador Aécio Neves (MG). Atingido pelas delações da JBS, Aécio anunciou na tarde desta quinta-feira que vai continuar como presidente licenciado do PSDB até o fim do ano.

Elena disse não ver problemas com a manutenção de Aécio como presidente licenciado, o que teria ocorrido por uma questão técnica. "Não havia possibilidade de fazer eleições imediatamente. O que importa é que o Tasso está no comando, era isso o que estava em risco", disse.

A economista voltou a defender a saída do PSDB dos cargos do governo, para que assim possa transitar de forma independente. "O partido pode ajudar nas reformas sem precisar participar necessariamente do governo."

Segundo Elena, o PSDB precisa voltar a ter uma posição programática mais definida. "A gente não pode exigir dos outros o que não faz no próprio partido. O partido tem que ter uma postura bastante clara eticamente, que foi a origem do partido", disse, lembrando que o PSDB surgiu numa dissidência do PMDB controlado, então, por Orestes Quércia. "Precisamos ter esse partido de volta."

Elena se disse satisfeita com a repercussão da carta. "Mostra que há um tanto de outras pessoas pensando como nós e isso causou uma reflexão", disse. Ela afirmou que a possibilidade de desfiliação do partido foi afastada agora. "Estamos disponíveis para participar dessa reconstrução."

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