Dida Sampaio|Estadão
Dida Sampaio|Estadão

'Estamos revoltados com a política e com os políticos', disse Vaccarezza em propaganda

Preso nesta sexta-feira em nova fase da Lava Jato, ex-parlamentar gravou vídeo de propaganda para o Avante criticando política e corrupção

Elisa Clavery, O Estado de S.Paulo

18 Agosto 2017 | 08h59

Preso nesta sexta-feira após mandado expedido pelo juiz Sérgio Moro, o ex-deputado Cândido Vaccarezza gravou um vídeo de propaganda para o Avante (antigo PT do B), partido em que é presidente estadual por São Paulo, há menos de dois meses, afirmando estar "revoltado" com a política. O ex-parlamentar, que já foi filiado ao PT, criticou a "corrupção, desmando econômico e falta de diálogo" e disse que "O Brasil tem jeito".

"Nós estamos revoltados com a política e com os politicos. Corrupção, desmando econômico e falta de diálogo. O Brasil tem jeito. O PT do B agora é Avante. Um partido que vai valorizar o diálogo para termos justiça social e prosperidade econômica", disse o ex-parlamentar no vídeo.

Vaccarezza é investigado pelo recebimento de cerca de US$ 500 mil em propina. A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira, 18, mandados das fases 43 e 44 da Operação Lava Jato. As duas etapas da investigação, denominadas Sem Fronteiras e Abate, foram deflagradas simultaneamente e miram desvios de contratos de navios da Petrobrás.

Na Sem Fronteiras é investigada a relação espúria entre executivos da Petrobrás e grupo de armadores estrangeiros para obtenção de informações privilegiadas e favorecimento obtenção de contratos milionários com a empresa brasileira.

Na Operação Abate, a ação visa a desarticular grupo criminoso que era apadrinhado por ex-deputado federal, cuja influência era utilizada para a obtenção de contratos da Petrobrás com empresa estrangeira. Nesta relação criminosa, recursos foram direcionados para pagamentos indevidos a executivos da estatal e agentes públicos e políticos, além do próprio ex-parlamentar.

Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba onde permanecerão à disposição do juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba.

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