Estaleiro investigado tem R$ 1,6 bi a receber da Petrobras

Mauá Jurong foi contratada pra construir quatro navios para a Transpetro

Nicola Pamplona, do Estadão

13 de julho de 2007 | 18h48

Tamanho do texto? A A A AComponentes.montarControleTexto("ctrl_texto") Investigado pela Operação Águas Profundas, o estaleiro Mauá Jurong tem hoje em carteira alguns dos maiores contratos da Petrobrás. Apenas para a construção de quatro navios para a Transpetro, a empresa receberá R$ 630 milhões. A empresa trabalha ainda na conclusão das plataformas P-54 e Mexilhão - esta em Santos. Cada uma custa R$ 1 bilhão e o estaleiro tem participação de cerca de 50% na empreitada. A encomenda está sendo investigada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que suspeita de superfaturamento no projeto.Os dois contratos receberam financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Para os navios, o banco concedeu R$ 564,5 milhões; para a plataforma, US$ 272 milhões - o equivalente a cerca de R$ 540 milhões. O Mauá Jurong participou ainda da construção das plataformas de produção de petróleo P-43, P-48 e P-50, todas para a estatal. O estaleiro é hoje controlado pelo empresário German Efromovich, que esteve à frente da Marítima Engenharia e Petróleo. A relação das duas companhias é tema de investigações do Tribunal de Contas, que contestam desde a falta de licitações até o custo das obras.No início dos anos 90, quando a Petrobrás era presidida por Joel Rennó, a Marítima ganhou sucessivas encomendas de plataformas da estatal, em contratos avaliados em US$ 2 bilhões. No final da década, porém, foi impedida pela gestão Henri Philippe Reichstul de participar de licitações da estatal, iniciando uma dura batalha jurídica na qual as duas partes pediam ressarcimento por perdas e danos. (Colaborou Alberto Komatsu)

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