Estados Unidos abrem conhecimento ''necessário'', França não impõe limite

A oferta da Boeing na escolha F-X2 para compra de 36 novos caças supersônicos para a Força Aérea continua viva. O grupo americano garante "a transferência de toda a tecnologia necessária", uma exigência do programa do Ministério da Defesa .

Roberto Godoy, O Estadao de S.Paulo

10 de setembro de 2009 | 00h00

É diferente do que oferece o principal concorrente, o consórcio Rafale International, que usa a expressão "oferta ilimitada", quando trata da abertura de conhecimento sensível em relação ao caça francês.

O movimento da Boeing é uma reação prática ao anúncio, feito dia 7 pelos presidentes da França, Nicolas Sarkozy, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, virtualmente confirmando a opção pelo jato Rafale-3.

Os fornecedores ajustaram a proposta individual. A composição da Boeing estima contrato em US$ 7 bilhões - US$ 194,5 milhões cada aeronave. Cobre sistema de radar e de tiro, sensores de alerta de radar inimigo, lançadores de foguetes, capacetes eletrônicos, 28 mísseis com alcance além do horizonte, 28 de curto alcance, 60 bombas inteligentes GBU31, 36 bombas de precisão AGM-154, 10 mísseis antirradar, rádios digitais, acessórios de interferência eletrônica e iscas antimíssil.

Ontem, no Ministério da Defesa, consultores consideravam possível que o consórcio Rafale possa redefinir a proposta para garantir preço no mesmo patamar praticado na encomenda do governo da França.

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