Estados dos Sudeste terão gabinete para integrar segurança

A segurança pública foi tema prioritário no encontro dos governadores de São Paulo, Minas, Rio e Espírito Santo, que se reuniram nesta sexta-feira, 22, na capital fluminense, para discutir uma agenda comum para o Sudeste. Foi acertada a criação de gabinete de gestão integrada de inteligência. O grupo discutiu também assuntos que envolvem economia, educação e infra-estrutura, como mudanças na Lei Kandir, estadualização de portos e estradas federais e regulamentação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). "Nenhum governante pode ser dar ao luxo de ter apenas uma prioridade, mas a segurança pública é hoje a que demanda uma maior articulação nossa, em especial, porque o crime se sofistica cada vez mais, e não se inibe com as fronteiras geográficas", enfatizou o governador de Minas, Aécio Neves, ao chegar ao escritório do governador eleito do Rio, Sergio Cabral, na Fundação Getúlio Vargas, em Botafogo, zona sul. De acordo com nota divulgada ao fim do encontro, o gabinete estratégico será constituído por uma autoridade da Polícia Militar e outro da Polícia Civil, de cada um dos quatro Estados, e vai se reunir a cada dois meses, para trocar informações sobre o sistema policial e penitenciário. O gabinete prevê também uma integração do sistema interestadual das secretarias de Fazenda, especialmente sobre o roubo de carga e de combustíveis. "Contrabando, transporte ilegal de combustíveis, roubo de cargas. Tudo isso tem a ver com a criminalidade", ressaltou o governador eleito de São Paulo, José Serra. Por causa disso, em uma etapa posterior, a Polícia Federal vai ser convidada a participar do gabinete. Quando perguntados se as diferenças partidárias não atrapalhariam na hora de encaminhar as reivindicações ao governo federal, Aécio respondeu pelo grupo. "As questões colocadas aqui, como urgentes, para serem solucionadas são questões que não dependem de posturas de partidos e estão em sintonia com o que acredito que pensa também o presidente Lula". Para Sérgio Cabral, parte das reivindicações também deverá ser encaminhada ao Congresso Nacional e não depende somente do governo federal. Colaboraram Moacir Assunção, Kelly Lima e Rodrigo Morais

Agencia Estado,

22 Dezembro 2006 | 21h59

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