Estados devem chegar a consenso sobre novo ICMS, diz Cabral

Governador do Rio quer que conste da reforma tributária a incidência do imposto na origem sobre o petróleo

da Redação,

04 de março de 2008 | 10h41

Sobre a proposta de reforma tributária, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), defendeu nesta terça-feira, 4, que a alíquota do novo ICMS de 2%, a ser cobrado na origem, também seja aplicada no caso do petróleo.   De acordo com a regra em vigor hoje, com base na Constituição de 1988, o imposto não incide na origem na produção de petróleo e derivados, e o Rio é o principal Estado produtor no País. "Se a previsão é de 2% na origem, não é justo que o petróleo fique de fora", disse o governador à rádio CBN. E acrescentou: "Não vamos admitir que o petróleo seja exceção mais uma vez".   Veja também:   Lula pede votação da reforma tributária ainda este ano Veja os principais pontos da reforma tributária   Cabral disse ainda que o novo ICMS é "sem dúvida o maior imbróglio da reforma tributária" e, sobre os Estados, afirmou que "cada um puxa a brasa para sua sardinha" quando se trata da cobrança do imposto, "mas precisam chegar a um consenso".   O governador do Rio acredita que a proposta não deve ser votada no Congresso até julho, como o Planalto gostaria, mas que, até lá, haverá tempo para discutir os itens da reforma. Como é ano de eleição municipal, Câmara e Senado devem ficar vazios após o mês de julho.

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