Estado, prefeitura e União vão combater juntas dengue no Rio

Casos da doença não param de subir; medidas vão desde orientação à população até novos leitos em hospitais

Reuters,

20 de março de 2008 | 15h32

Apesar das diferenças ideológicas e políticas, as autoridades de saúde do município, Estado e União decidiram se mobilizar para enfrentar a epidemia de dengue que atinge o Rio. Os casos da doença não param de subir: somente esse ano a dengue já fez 47 vítimas fatais. Outros 49 casos de pessoas que morreram com suspeita de dengue estão sendo investigados. Dados da Secretaria Estadual de Saúde apontam ao menos 39 mil casos esse ano sendo que a maioria foi registrada na capital. "Não é hora de encontrar culpados. É hora de unir forças", disse o secretário do Ministério da Saúde, Fabiano Pimenta, ao ressaltar que o ministério decidiu criar um gabinete de crise contra a dengue, no Rio. "Não queremos polemizar. O importante são as ações para diminuir o altíssimo número de casos da doença. Eu só polemizo com o mosquito e mais ninguém", afirmou o secretário estadual de Saúde, Sérgio Cortês, ao evitar uma discussão com o prefeito César Maia (DEM), única autoridade que não reconhece a existência de uma epidemia no Rio. O governo do Estado vai disponibilizar um telefone 0800 para denúncias da população e está abrindo leitos em hospitais para pacientes com dengue. "Estamos com uma epidemia de dengue e a procura por emergências é muito alta. Peço desculpas à população pela demora no atendimento", disse Cortês, que prometeu inaugurar na semana que vem três Centros de Hidratação de Infectados A partir de segunda-feira, os alunos das escolas públicas do Rio serão orientados a usar meias e calças compridas para evitar a picada do mosquito transmissor da dengue. Cerca de 900 agentes de saúde serão contratados pelo município para combater os focos da doença. "Está difícil. A gente está trabalhando de uma forma intensa. Uma preocupação nossa é o treinamento dos profissionais de saúde, mas o vírus e o mosquito estão aí e é muito difícil você correr atrás", admitiu a superintendente de Saúde do município, Mari Baran.

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