''Estado'' errou ao informar que Ação Empresarial defende nova CPMF

O Estado errou, em sua edição de ontem (página A11), ao afirmar que o movimento Ação Empresarial apoiava a criação de uma nova CPMF, o imposto sobre movimentações financeiras que vigorou até o final do ano passado.Em e-mail enviado ao jornal, o coordenador-geral da Ação Empresarial, Jorge Gerdau Johannpeter, negou que tenha defendido, em carta ao presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS). "A Ação Empresarial repudia veementemente qualquer novo imposto", disse Gerdau.O empresário informou que efetivamente enviou correspondência a Chinaglia, após reunião com lideranças do Congresso, com a relação de projetos de interesse do empresariado, mas "para aprovação ou veto". Com a carta seguiu anexado um documento explicitando os pontos defendidos pela entidade. No anexo, a que a reportagem do jornal não teve acesso, está escrito: "O setor empresarial entende que não há espaço para a criação de qualquer outro tributo, ainda mais com as características de cumulatividade. A carga tributária já atingiu patamar inaceitável. Por essa razão, (a Ação Empresarial) entende que a CSS deve ser rejeitada em definitivo".No e-mail enviado ontem ao jornal, Gerdau reafirma essa posição: "No caso da CSS, ficou bem claro no texto que a posição da entidade é pelo veto, para que a proposta seja rejeitada em definitivo".O erro de reportagem foi provocado pelo fato de a cópia da carta de Gerdau a Chinaglia ter sido encaminhada a alguns líderes de partidos apenas com um anexo, o que listava os projetos prioritários. Faltava o anexo com as considerações feitas pela Ação Empresarial. "Só recebi o anexo da relação de projetos prioritários", disse o líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP). No segundo anexo à carta, que o Estado recebeu de Gerdau, consta a posição da Ação Empresarial sobre a CSS.

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