Estádios do Mundial custaram um total de R$ 8,4 bilhões

Os estádios construídos ou reformados para a Copa do Mundo consumiram, no total, R$ 8,4 bilhões. Esse foi o custo oficial das arenas, de acordo com balanço divulgado pelo Ministério do Esporte em dezembro passado. Desse valor, R$ 3,8 bilhões saíram do BNDES, por meio da linha de crédito criada especialmente para as obras.

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

15 de agosto de 2015 | 02h01

O campeão, disparado, foi o Mané Garrincha, em Brasília: R$ 1,4 bilhão, considerando-se os números oficiais, praticamente o dobro do orçamento inicial, que já era bem salgado (R$ 745,3 milhões). O antigo estádio foi colocado abaixo e em seu lugar erguida uma bela e moderna arena. Mas, numa cidade sem tradição no futebol, está praticamente às moscas. Quase não é utilizado e suas dependências são usadas hoje, inclusive, como repartições públicas. O governo do Distrito Federal não recorreu ao BNDES. Os recursos saíram da Terracap, agência pública de desenvolvimento.

A Copa do Mundo de 2014 deixou como legado outros dois estádios bilionários. O Maracanã saiu por R$ 1,05 bilhão, 75% a mais que os R$ 600 milhões que se calculou gastar num primeiro momento. A Arena Corinthians, onde inicialmente seriam necessários investimentos de R$ 820 milhões para que pudesse receber o jogo de abertura do Mundial, terminou em R$ 1,08 bilhão. E o Itaquerão recebeu incentivo de R$ 400 milhões da Prefeitura de São Paulo.

Dentro desse cenário, os R$ 330 milhões gastos na reforma do Beira-Rio (R$ 275 milhões emprestados pelo BNDES) soam como ninharia. Ainda assim, a conta saiu bem mais alta do que o planejado (R$ 166 milhões). O mesmo ocorreu com a Arena da Baixada, que pulou de R$ 184,5 milhões para R$ 391,5 milhões.

De acordo com o relatório do Ministério do Esporte, uma única arena custou menos do que se imaginava: foi o Castelão, em Fortaleza, que baixou de R$ 623 milhões para R$ 518,6 milhões, economia de pouco mais de R$ 104 milhões.

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