'Está provado que invasão não dá certo', diz Dilma sobre Síria

Presidente diz que ações militares no Iraque e no Afeganistão 'não deram certo' e que Brasil quer saída diplomática para conflito.

BBC Brasil, BBC

27 de julho de 2012 | 08h45

A presidente Dilma Rousseff voltou a afirmar nesta sexta-feira que o Brasil defende uma saída diplomática para o conflito na Síria.

A presidente citou ações militares externas como as invasões do Afeganistão e do Iraque como exemplos de iniciativas fracassadas de construção da paz.

''Não achamos que instrumentos usados até agora nos outros países, quais sejam: invasão do Iraque e do Afeganistão, resolvam qualquer problema. Está provado que não dá certo'', disse Dilma.

Em entrevista coletiva no hotel Ritz, no qual está hospedada em Londres, e antes de se encontrar com atletas brasileiros, a presidente defendeu as tentativas de paz lideradas pelo enviado especial da ONU à Síria, Kofi Annan.

Consenso

A líder brasileira afirmou ainda acreditar ser necessária uma posição comum no Conselho de Segurança das Nações Unidas no sentido de construir a paz na Síria.

''O que temos que construir em conjunto, todas as nações do mundo, é um caminho diferente em que a paz seja obtida por meios diplomáticos muito efetivos, de um consenso criado dentro do Conselho de Segurança.''

Antes da entrevista coletiva, Dilma se reuniu a portas fechadas com o líder da oposição na Grã-Bretanha, Ed Milliband.

Do hotel, ela seguiu para o centro de treinamento brasileiro em Crystal Palace, onde tinha marcado um almoço com atletas.

No final da tarde, ela participa de uma recepção com a rainha Elizabeth 2ª e conclui a sua agenda oficial na capital britânica no estádio olímpico, onde assiste a cerimônia de abertura da Olimpíada.

Dilma só embarca para o Brasil no sábado à noite, mas não tem compromissos oficiais durante o dia. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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