WILTON JUNIOR/ESTADÃO
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'Esta Casa está prestes a cometer grande injustiça com a história', diz Vanessa Grazziotin

Senadora amazonense do PCdoB voltou a defender que Dilma Rousseff não cometeu crime

Luísa Martins e Isabela Bonfim, O Estado de S. Paulo

11 de maio de 2016 | 22h08

BRASÍLIA - A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) afirmou que o Senado Federal "está prestes a cometer uma grande injustiça com a história dos brasileiros". Ela voltou a defender que a presidente Dilma Rousseff não cometeu crimes de responsabilidade e, portanto, não há legitimidade em afastá-la do cargo.

"Quis o destino que os ventos da democracia a transformasse na primeira presidenta do Brasil. E, hoje, esta destemida, brava e combativa mulher é novamente submetida a julgamento, desta vez em um colégio que deveria, por obrigação, defender a democracia", afirmou.

Para Vanessa, o objetivo é afastar "uma presidente legitimamente eleita e colocar no lugar um presidente que não obteve um voto sequer da população". "Falam de tudo, só não falam do crime, porque crime não há. E, sem legitimação jurídica, é golpe."

Ela voltou a dizer que a tese para o afastamento de Dilma é "contaminada pelo ódio" e que tem origem em "uma elite inconformada com o resultado das urnas em 2014". Vanessa Grazziotin também sustentou que o processo está "viciado". "A denúncia foi encomendada pelo PSDB, foi assinada por advogados e membros do PSDB e foi relatada por um senador do mesmo partido."

Além de alegar ilegitimidade, Vanessa afirmou que não há indícios de que Dilma cometeu crimes. "Para incluí-la, criaram uma nova figura jurídica e passaram a chamar contrato de prestação de serviço de operação de crédito".

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