Esquerdismo é termo que cheira a mofo, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta sexta-feira que "esquerdização é um termo velho, ´démodé´ e ultrapassado, que cheira a mofo". Segundo ele, o que está acontecendo na América Latina é o fortalecimento e a consolidação da democracia, com a população mais pobre se manifestando mais. A avaliação de Mantega foi feita em entrevista coletiva, no Banco Central, em resposta a uma pergunta sobre a possibilidade de uma esquerdização da América Latina estar espantando investidores estrangeiros. A afirmação de Mantega, após a reunião de ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais dos países do Mercosul, foi complementada pela ministra da Economia da Argentina, Felisa Miceli, que disse não haver relação entre esquerdização de governos e fluxo de investimentos. Ela citou como exemplo o caso da China, que é governada por um partido comunista e, mesmo assim, é o país que mais recebe investimentos estrangeiros no mundo. "Os investimentos não têm a ver com a forma de governo. A América Latina tem tido fortalecimento democrático, com os povos buscando soluções para os seus problemas graves", disse Miceli. Aumento salarial Mantega afirmou que o Executivo não pretende fazer portes adicionais ao Legislativo para fazer face ao reajuste de salário dos parlamentares, definido na quinta-feira pelas Mesas da Câmara e do Senado, de quase 1005 de aumento. O ministro disse acreditar que os presidentes da Câmara e do Senado pretendem administrar essas "despesas administrativas" dentro do espaço orçamentário. "Está tudo certo. Nem nós pretendemos repassar mais recursos, nem eles estão pedindo", afirmou.

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