Esquecida no Rolls-Royce, Marisa é salva pelo rei

Sem casaca, como mandava o protocolo, mas num elegante terno escuro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terminou a noite de terça em um jantar de gala com o rei da Espanha, Juan Carlos, e a rainha Sofia, no Palácio Real de Madrid. Sempre acompanhado da primeira-dama, Marisa Letícia, Lula passou o dia de palácio em palácio, com toda pompa e circunstância. Foram tantos os compromissos e fotos que d. Marisa foi "esquecida" num reluzente Rolls-Royce preto. Ao chegar no Palácio de Zarzuela, Lula posou para os fotógrafos acompanhados de Juan Carlos e Sofia, mas d. Marisa ficou no carro. Sem perceber que a primeira-dama ainda estava ali, um guarda real fechou a porta do veículo. Lula e os reis seguiam conversando animadamente, em direção à entrada, até que Juan Carlos percebeu a falta da primeira-dama e foi "resgatá-la". Conhecido por sua simpatia e bom humor, o rei pediu mil desculpas à d.Marisa e beijou sua mão, retirando-a do Rolls-Royce. Educada, ela saiu do imponente carro com um largo sorriso nos lábios. O "esquecimento" acabou em risadas.Pela manhã, no primeiro compromisso do dia, Lula participou de cerimônia no Palácio El Pardo, usado pela família real para receber os visitantes estrangeiros. Ouviu o Hino Nacional com uma salva de tiros e passou em revista a Guarda Real. "Senhor presidente, peço permissão para retirar a força", disse o comandante da tropa. Lula consentiu com a cabeça. No desfile da guarda montada, cavalos andaluzes passavam bem comportados pelo palanque forrado com veludo na cor caramelo, onde estavam o presidente e a família real. Na sacada, a Bandeira do Brasil. Ao lado do palanque, em um tapete vermelho, cinco ministros de Lula (Antônio Palocci, da Fazenda; Luiz Furlan, do Desenvolvimento; Celso Amorim, das Relações Exteriores; Luiz Dulci, da Secretaria-Geral da Presidência e Tarso Genro, do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) também assistiam ao espetáculo, que não era o do crescimento. De repente, um dos cavalos se desgovernou e, nervoso, foi cavalgando na direção de Palocci. "Não fiquei com medo não, de forma nenhuma", disse o ministro. "Era um cavalito treinadito."De palácio em palácio, o presidente também concedeu audiência ao secretário-geral do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), José Luiz Rodriguez Zapatero, a sindicalistas da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e a representantes de organizações não-governamentais. Acompanhe a cena

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