Ed Ferreira/Estadão
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Espionagem brasileira não viola a privacidade, diz Cardozo

Ministro da Justiça comentou episódio de embaixadores espionados pela Abin e afirmou que Brasil faz 'contraespionagem'

Laís Alegretti, Agência Estado

05 de novembro de 2013 | 13h59

Brasília - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo classificou nesta terça-feira, 5, de contraespionagem a informação de que o governo brasileiro monitorou diplomatas de três países estrangeiros em embaixadas e nas suas residências.Na segunda-feira, o jornal Folha de S. Paulo revelou que agentes da Abin espionaram embaixadores da Rússia, Irã e Estados Unidos.

"Quando você acha que existem espiões de potências estrangeiras atuando no Brasil você deixa de espionar? Não, você faz a contraespionagem", afirmou, acrescentando que não se trata da área de atuação do Ministério da Justiça."O que foi feito não houve violação à intimidade e foi feito em território nacional. não vejo nenhum abalo [à imagem do País]", disse.

O ministro reiterou ainda que o País não adota as mesmas técnicas de espionagem feita pelos EUA que, segundo ele, envolvem invasão de privacidade das pessoas e a violação da soberania nacional.Cardozo comentou o caso na manhã desta terça durante lançamento de uma campanha sobre direitos do consumidor em Brasília.

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