Espelho d´água do Planalto apresenta rachaduras

Reformado completamente há pouco menos de dois anos, o Palácio do Planalto teve nesta sexta mais um problema: o chão e a parede lateral de um dos espelhos d''água cedeu, levantou e apresenta enormes rachaduras. Esse é pelo menos o quarto problema grave no Palácio desde a reforma, que custou R$ 111 milhões, R$ 33 milhões a mais do que a previsão inicial.

LISANDRA PARAGUASSU, Agência Estado

29 Junho 2012 | 19h10

O problema no espelho foi detectado no início da tarde desta sexta e o Exército - responsável pela contratação da reforma - fez uma primeira análise. De acordo com a assessoria do Planalto, o primeiro diagnóstico é de uma dilatação do concreto causada pelo peso da terra que foi colocada ao lado do espelho em um canteiro de grama. Por enquanto, a manta asfáltica que fica embaixo do concreto não foi afetada e está segurando a água. A construtora responsável pela reforma, Porto Belo, já foi chamada para resolver o problema, já que a obra tem um seguro.

Em pouco mais de dois anos - a reforma ficou pronta em agosto de 2010 - não foram poucos os problemas. Logo no início, algumas paredes do espelho d''água caíram por defeitos de construção. Toda a parte hidráulica de um dos banheiros teve que ser trocada. A grama do jardim precisou ser toda mudada porque estava morrendo, já que a terra usada, uma mistura com entulhos da própria obra, não deixava a plantas respirarem. Também foram refeitas partes do calçamento de pedras portuguesas do entorno do Palácio. Mesmo hoje, na calçada externa, as pedras se soltam com facilmente, formando enormes buracos.

A reforma do Palácio começou em abril de 2009 e deveria ter durado um ano, para que fosse reinaugurado em 21 de abril de 2010, o aniversário de 50 anos de Brasília, mas terminou sendo concluída apenas no final de agosto daquele ano.

Foi a primeira reforma no Planalto desde a sua inauguração, em 1960. Foram trocadas as estruturas elétricas, hidráulicas e de ar condicionado. Banheiros foram reformados e os a maioria dos chamados "puxadinhos" - divisões para formar salas - retirados. No 4o andar, toda a parte da frente do Palácio foi liberada, voltando a ter o vão livre planejado por Oscar Niemeyer.

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