Especulações geraram "consulta" de Arruda

O senador José Roberto Arruda (sem partido-DF), em depoimento à Comissão de Ética do Senado, segue na linha de defesa, segundo a qual ele teria feito uma "consulta" à ex-diretora do Prodasen, Regina Borges, e não uma ordem, como ela própria afirmou em seu depoimento ao Conselho de Ética.O senador Roberto Saturnino (PSB-RJ), relator da comissão, está tentando esclarecer as contradições entre os depoimentos de Arruda e da ex-diretora do Prodasen. Arruda insiste em afirmar que a consulta teve origem nas especulações entre os senadores de que o pessoal do Prodasen tinha condições técnicas de revelar os votos.Arruda voltou a questionar a possibilidade de a "encomenda" ter sido feita pelo funcionário do Prodasen, Nilson Rebelo, para justificar a pressa e o nervosismo com que a ex-diretora fez a operação. O funcionário do Prodasen citado por Arruda é ligado ao ex-senador Luiz Estevão e ao ex-secretário-geral da Presidência da República, Eduardo Jorge Caldas Pereira.Arruda disse que até o momento da denúncia, feita pelos procuradores, ninguém falava em lista de votação e que ele não deu tanta importância ao episódio. Mesmo porque a votação já tinha sido realizada e ele era contra o voto secreto, o que considera uma "excrescência". Ainda em resposta ao senador Saturnino, ele contou que ACM, no telefonema dado a Regina, parabenizou-a pela segurança do sistema eletrônico de votação, o que até aquele momento era uma preocupação.

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