Especialistas pedem atuação do Commonwealth em direitos humanos

O Commonwealth deve agir de maneira decisiva para garantir os direitos humanos entre seus 54 países membros ou corre o risco de cair na irrelevância, de acordo com um relatório de especialistas, que deve dividir os líderes do grupo em uma conferência que será realizada neste mês.

ADRIAN CROFT, REUTERS

01 de outubro de 2011 | 16h01

Um relatório confidencial de especialistas feito para os líderes de governo dos países do Commonwealth, obtido pela Reuters, pede por amplas reformas ditas essenciais caso a organização exista para fazer a diferença em melhorar a vida de seu povo.

"Como é atualmente percebido, o Commonwealth está correndo perigo de perder sua relevância", disse o relatório de 204 páginas.

O Commonwealth inclui Grã-Bretanha, suas ex-colônias e alguns outros Estados com uma população total de 2 bilhões de pessoas.

O relatório feito pelo Grupo de Pessoas Eminentes, com 10 membros, foi autorizado pelos líderes do Commonwealth em 2009 e será uma questão chave em sua próxima conferência em Perth, na Austrália, de 28 a 30 de outubro, onde devem decidir se aceitam ou não suas recomendações.

O pedido dos especialistas de que o Commonwealth aja de maneira mais enérgica para defender os direitor humanos deve ser um divisor de opiniões.

Os membros ricos do grupo, tais como a Austrália, a Grã-Bretanha e o Canadá querem um foco mais intenso nos direitos humanos.

Porém, países em desenvolvimento como o Sri Lanka --sob forte pressão ocidental para investigar denúncias de crimes de guerra no fim de sua guerra contra os separatistas Tigres Tâmeis em 2009-- rejeitam interferência externa.

O ministro de Relações Exteriores do Sri Lanka, G.L. Peiris, foi citado no site do Daily Mirror, nesta sexta-feira, dizendo que a pressão por um "papel punitivo" sobre os direitos humanos por alguns países do Commonwealth pode causar uma divisão na organização.

A proposta mais controversa dos especialistas é a de que o Commonwealth deve apontar um comissário para informar sobre "violações persistentes" da democracia, do cumprimento da lei e direitos humanos nos países membros e como responder a elas.

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