Especialistas descartam descuido no caso Celobar

Especialistas em farmacologia e toxicologia acham improvável que um ato de negligência na operação dos equipamentos de laboratório da empresa Enila possa ter causado as mortes com o medicamento Celobar. A empresa acusou um químico de ter feito experiências com produtos tóxicos e, depois disso, ter se esquecido de lavar o aparelho.Com o descuido, os resíduos químicos teriam contaminado frascos de Celobar, cujo princípio ativo é o sulfato de bário. Para o farmacologista Antônio Carlos Zanini, professor associado da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), a história está mal contada."Não se pode trabalhar com produto tóxico numa linha de produção humana", explica. Segundo ele, resíduos esquecidos nos equipamentos não seriam suficientes para provocar as mortes, pois acabariam diluídos. "Se ficou alguma coisa, foi em muita quantidade", analisa.

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