Especialista já esperava críticas ao "Fome Zero"

O professor Walter Belik, do Núcleo de Economia Agrícola da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo, afirmou hoje que esperava críticas ao projeto ?Fome Zero?, do Instituto Cidadania e da Fundação Djalma Guimarães, discutido hoje no Seminário Política de Combate à Fome, realizado no Sindicato dos Bancários de São Paulo. "Já esperávamos divergências. Há várias posições que querem integrar suas idéias ao projeto e isso é muito importante", disse Belik. Este é primeiro seminário sobre o tema. Até 16 de outubro, quando será lançado, oficialmente, em Brasília, o programa ainda passará por outros três debates.Com relação à crítica da senadora Heloísa Helena (PT-AL) de que o programa deveria atingir pelo menos 30% dos 44 milhões de cidadãos que recebem menos de US$ 1, Belik afirmou que a proposta de abranger apenas 5% da população carente é para que o projeto não seja criticado pela oposição. "O governo sempre alega que os estudos esquerdistas são muito bons, mas que não definem de onde sairá o dinheiro. Desta forma, colocando 5% como meta, estamos embasados. A idéia é que, no quinto ano do projeto, 100% da população necessitada seja atendida", afirmou.De acordo com ele, a idéia de redirecionar um porcentual do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos produtos alimentares para um fundo de combate à fome, junto com parte da tributação sobre fumo e bebida alcoólica, é uma maneira de passar para as prefeituras e governos de Estado a responsabilidade social. De acordo com ele, o programa foi lançado em novembro, quando começaram as pesquisas. Em março, houve o agrupamento de todos os dados e hoje foi a primeira apresentação pública do projeto.

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