Especialista em marketing digital acredita que eleição não foi da internet

Gabriel Rossi pontuou o baixo percentual de banda larga no País

Yolanda Foderlone, de O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2010 | 20h04

SÃO PAULO - Para o especialista em marketing digital, Gabriel Rossi, esta eleição não foi da internet. Entre outros pontos, a questão do baixo porcentual de banda larga no País. "É preciso ter um moderador, um criador e para isso é preciso ter uma banda larga desenvolvida", disse em entrevista ao editor-chefe de conteúdos digitais do Grupo Estado, Pedro Doria, ao defender uma atuação maior do eleitor na internet. "Nesta eleição a audiência foi passiva."

 

Para Rossi, o candidato Plínio de Arruda Sampaio foi o mais autêntico na campanha na internet. "Não tinha muita verba. Ele usou a internet para operacionalizar a campanha, conversar com o jovem, com o público."

 

A candidata Marina Silva foi a mais consistente, em sua opinião. "Conversou com os jovens escolarizados no Twitter, com a classe média no Orkut, com o intelectual no Facebook", disse, ao relatar que ela utilizou cada meio para um propósito.

 

Os candidatos Dilma Rousseff e José Serra fizeram uma guerra. "Pecaram na campanha na internet. Há uma ideia de que a comunidade se desenvolve sozinha, cria coisas boas sozinha. Mas é preciso ter pequenas verticalizações, o eleitor precisa de um norte. Se não fica no tom agressivo, na geração de boatos, não em torno dos candidatos", explica.

 

"O marketing político no Brasil sempre esteve muito ligado à divulgação e não a continuidade de relacionamento com o eleitor", disse o especialista. "Precisamos criar uma cultura de feed back", defende. Sobre a estratégia do futuro governo Dilma, Rossi diz que é preciso entender o público. "É importante ter um estudo sócio-geográfico, de como esse público gera conteúdo na internet, como usa as tecnologias do ponto de vista político", afirma.

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