ESPECIAL: 1 ano do PSD

Partido Social Democrático, fundado em abril de 2011, soma 150 mil filiados e busca solução jurídica para ganhar espaço na disputa eleitoral de 2012

13 de abril de 2012 | 11h31

No dia 13 de abril de 2011, foi lançada a ata de fundação do PSD (Partido Social Democrático) em solenidade da Câmara dos Deputados, em Brasília. Ao lado de um governador de Estado, dois senadores, 31 deputados federais, e o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, começava o movimento nacional de recolhimento das 500 mil assinaturas necessárias para a criação do partido e registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

"O PSD nasce com identidade própria, ideias claras, tendo um denominador comum: todos os seus integrantes defendem as liberdades individuais, a liberdade de imprensa, a economia de mercado", disse Kassab. "Mas para que o País possa continuar tendo um ritmo de desenvolvimento compatível com a sua expectativa, é preciso que os investimentos em saúde e educação sejam cada vez mais expressivos", completou.

 

Até conseguir a aprovação no TSE, em 27 de setembro, o novo partido acumulou uma série de percalços, a começar pela própria definição da linha partidária da sigla. A declaração de que o PSD não seria "de direita, de esquerda, nem de centro" gerou repercussão e alimentou ironias em meio aos políticos dos demais partidos.

 

Definido o posicionamento e resolvidas as denúncias de fraude na coleta das assinaturas, o PSD conta atualmente com 150 mil filiados, segundo dados da sigla, referentes ao começo deste ano. Em Brasília, o PSD representa a terceira maior bancada, com 52 deputados federais (oito deles licenciados), além de dois senadores. Pelo Brasil, cerca de 100 deputados estaduais migraram para o partido.

 

Em ano eleitoral, o PSD enfrenta agora o embate judicial para ter direito aos recursos do Fundo Partidário e tempo de TV na propaganda eleitoral gratuita. Por ora, o procurador-geral eleitoral, Roberto Gurgel, emitiu parecer contrário à concessão, por entender que os benefícios só valem para partidos que já disputaram eleições.

 

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