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'Escudeiros' devem ser próximos indicados de Alckmin

Após sinalizar que não romperá com gestão Serra, governador eleito nomeará agora tucanos que lhe foram fiéis em 2006 e 2008

Gustavo Uribe, da Agência Estado,

19 de novembro de 2010 | 18h24

SÃO PAULO - O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), deve anunciar na próxima semana novos integrantes de seu secretariado. Interlocutores do governador eleito informam que o perfil dos novos nomes deve diferir dos que foram divulgados na última terça-feira, 16. O primeiro anúncio teve como intuito, segundo eles, acalmar membros do atual governo, dando mostras de que a nova gestão terá mudanças, mas não será de ruptura. Com o recado dado, Alckmin indicará seus "escudeiros", ou seja, tucanos que lhe foram fiéis nas campanhas derrotadas de 2006 (Presidência da República) e de 2008 (Prefeitura de São Paulo). A indicação desses nomes deve ser feita de forma gradual, evitando divergências com a atual gestão.

Nesta semana, em evento na capital paulista, Alckmin anunciou o deputado estadual Sidney Beraldo (PSDB-SP) para o cargo do secretário da Casa Civil, o coronel Admir Gervásio Moreira para a Secretaria da Casa Militar, o médico Giovanni Guido Cerri para a Secretaria Estadual de Saúde e a permanência da atual secretária Lina Mara Rizzo Batisttella para a pasta dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Com exceção do coronel Moreira, os demais secretários fizeram de alguma forma parte da gestão do ex-governador José Serra (PSDB), tendo sido indicados pelo tucano a secretarias ou a postos de destaque. A partir de agora, Alckmin deve anunciar nomes que façam parte do seu círculo de aliados, reforçando o caráter político das indicações. Os deputados tucanos Edson Aparecido, Sílvio Torres e Julio Semeghini devem ser alguns dos escolhidos.

Alguns interlocutores do governador eleito informam que ele não pretende repetir o quadro bastante técnico que conferiu ao seu secretariado em 2002, quando pelo menos nove dos indicados não possuíam militância política. A intenção de Alckmin seria contar com uma equipe mais ativa e coesa, que atue menos nos gabinetes e mais nas ruas. De acordo com um dos aliado, o governador eleito deseja um quadro mais comprometido com a administração pública, que tenha empenho para trabalhar em "jornada dupla", aumentando assim os canais de comunicação entre o governo e a sociedade. É nesse sentido que o gabinete de transição tem estudado um projeto criado na gestão do ex-governador de deslocar a estrutura administrativa para o centro da cidade, mais especificamente ao prédio onde se reúne a equipe de transição, na Avenida Boa Vista.

De acordo com tucanos, o esforço em aproximar a máquina pública da população é um dos desafios que o PSDB não conseguiu superar nos 16 anos no comando do Palácio dos Bandeirantes. A iniciativa, segundo tucanos, torna-se cada vez mais necessária em decorrência do avanço do PT em São Paulo, que nas últimas eleições aumentou o número de deputados estaduais eleitos, de 20 para 24 parlamentares, tornando-se a maior bancada da Assembleia Legislativa.

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