Escrivão tinha em casa arquivos da Satiagraha

Considerado braço direito do delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz na Operação Satiagraha, o escrivão Walter Guerra confirmou ontem à CPI dos Grampos, na Câmara, que tinha em seu poder, armazenado em sua casa, o backup (cópia de segurança) com os arquivos da operação, o que, segundo ele, é "normal"."O escrivão sempre tem os backups em casa. É normal. Eu tinha todo o material que foi coletado em São Paulo", disse. "Backups são procedimentos da área de inteligência para subsidiar dados futuros", completou. Valendo-se do habeas corpus que lhe dava o direito de ficar calado, Guerra se recusou a responder diversas perguntas, sobretudo sobre a participação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na Satiagraha. Ele negou ter sido o "segundo homem" da operação e disse que tinha a função de controlar as interceptações telefônicas. Todas, segundo ele, feitas pelo sistema Guardião e com autorização judicial. Indiciado pela PF, ele afirmou que, entre os investigados, não havia ministros e chefes de outros poderes.

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