Escritório de Teixeira foi 'imoral', diz Denise Abreu

A ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, afirmou hoje que o escritório Teixeira Martins, do advogado Roberto Teixeira, amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, atuou dentro da agência de forma "imoral" no processo envolvendo a venda da Varig. "Sem dúvida, as ingerências praticadas e a forma truculenta como o escritório Teixeira Martins agiu dentro da Anac são ações inequivocamente, no mínimo, imorais e podem gerar alguma ilegalidade", disse ela, na Comissão de Infra-Estrutura do Senado.Segundo a ex-diretora, o escritório agiu de forma desrespeitosa com a Anac, inclusive, com funcionários de terceiro escalão que ficaram à disposição do escritório. Denise Abreu afirmou que o corpo técnico da agência foi colocado a disposição do escritório por conta das pressões para acelerar os processos. "O empenho era absoluto para se resolver este problema", disse.Ela destacou ainda que o destino dos diretores da agência foi traçado por tanta ingerência. E afirmou que o jogo de pressões sobre a Anac provocou um desacerto interno na entidade. "Este jogo de estica e tensiona até o fim, que é uma metodologia sindical, nos colocou em um clima de desacerto interno. Que dirá o que aconteceu lá fora", disse Denise Abreu.

FÁBIO GRANER E ISABEL SOBRAL, Agencia Estado

11 de junho de 2008 | 17h36

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