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Escritório de Cedraz diz que busca da PF é 'violência sem precedentes'

A PF esteve em dois imóveis do advogado Tiago Cedraz, filho do presidente do TCU nesta manhã, entre eles o escritório que mantém no Lago Sul, área nobre de Brasília

BEATRIZ BULLA, FÁBIO FABRINI, TALITA FERNANDES, O Estado de S. Paulo

14 de julho de 2015 | 17h21

Brasília - O escritório do advogado Tiago Cedraz, filho do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU) Aroldo Cedraz, se manifestou sobre a busca e apreensão pela Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato realizada na manhã desta terça-feira, 14. Em nota, o escritório considerou "uma violência sem precedentes, um atentado ao regular exercício da profissão", medidas autorizadas com base em "uma delação premiada negociada por um réu confesso que mente a fim de se beneficiar".

A PF esteve em dois imóveis do advogado nesta manhã, entre eles o escritório que mantém no Lago Sul, área nobre de Brasília. O advogado foi citado em depoimentos do dono da UTC, Ricardo Pessoa. Em delação premiada, o empreiteiro apontou que o filho do presidente da Corte de Contas recebia R$ 50 mil para repassar à empresa informações relevantes. Cedraz teria recebido ainda R$ 1 milhão por um processo que discutia a obra para montagem da usina de Angra 3.

O Cedraz Advogados afirmou em nota que, desde a publicação das primeiras notícias publicadas na imprensa, o escritório se colocou à disposição das autoridades para prestar informações, "mas sequer teve resposta". O escritório afirmou ainda nunca ter patrocinado nenhum caso do grupo UTC perante a Corte de Contas e "repudiou veementemente toda e qualquer adulteração de fatos lícitos para ensejar um enquadramento dos fatos em uma delação forjada".

O escritório aponta ainda que informou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Distrito Federal e o Conselho Nacional da entidade a sobre "extrapolações" no cumprimento da busca e apreensão.

A operação Politéia, deflagrada nesta terça-feira, 14, em desdobramento da Lava Jato, é a primeira no âmbito dos inquéritos abertos em março no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar suposto envolvimento de políticos no esquema de desvios de dinheiro na Petrobrás. As ações estão sendo realizadas em Brasília e nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Alagoas, Bahia, Santa Catarina e Pernambuco.

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