Escolhido para o Desenvolvimento agrada ao setor produtivo

O setor produtivo elogiou a escolha de um executivo ?multissetorial? para o Ministério do Desenvolvimento e espera que Miguel Jorge consiga consolidar uma política de crescimento sustentável para o País. Na área automotiva, onde atuou por longo período na extinta Autolatina e depois na Volkswagen, a indicação só recebeu elogios. ?Com sua experiência na indústria nacional, ele poderá contribuir para o crescimento do País?, disse Cledorvino Belini, presidente da Fiat.Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, Jorge tem credenciais para a função. ?É um profissional de sucesso em todas as áreas em que atuou, tem vivência na área empresarial, tanto na indústria quanto no setor de serviços, e é uma pessoa profundamente articulada e conhecedora do ambiente político e institucional.?O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijóo, espera que Jorge leve para o ministério a postura de negociador que teve tanto com metalúrgicos quanto com bancários. ?Nesse aspecto, ele tem vantagem em relação ao Furlan, que era diretor de empresa e não participava do corpo-a-corpo das negociações com os trabalhadores.? O sindicalista espera que essa experiência ajude na criação de uma efetiva política de desenvolvimento. ?Nossa expectativa é positiva?, comentou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. ?Estou certo de que vamos somar esforços para o crescimento do Brasil.?Nos bastidores, alguns empresários dizem que a indicação causou surpresa, porque se esperava um nome do setor industrial ou do comércio que tivesse também atuação política. ?O presidente Lula falou com Eugênio Staub, da Gradiente, Abílio Diniz, do Grupo Pão de Açúcar, Maurício Botelho, da Embraer, e Antoninho Marmo Trevisan, mas ninguém aceitou?, disse um empresário. ?Ninguém esperava um nome do setor financeiro, embora Miguel Jorge seja um executivo respeitado, moderno e desenvolvimentista.?

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