Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

'Escolheram os melhores nomes para a economia, mas na Educação não foi o critério', diz Barroso

Em evento na Universidade de Oxford, ministro do STF afirmou que 'todos têm a percepção de que a Educação é o carro-chefe' e que a sociedade vai cobrar experiência

Fernando Nakagawa, correspondente, O Estado de S. Paulo

18 de junho de 2016 | 18h56

OXFORD - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso criticou o modo de escolha de ministros no Brasil e disse que a negociação política deveria blindar algumas áreas prioritárias, como a Educação. "Nada contra o atual ministro, mas é porque são escolhas políticas e a Educação deveria ficar fora disso. Na economia, eles trataram com a maior seriedade. Escolheram os melhores que encontraram. Na Educação, não foi esse o critério", disse em evento na Universidade de Oxford neste sábado (18).

Ao ser questionado por um participante sobre qual deveria ser a prioridade número um do Brasil, Barroso disse durante o evento "Brazil Forum" que a Educação seria a escolha e que, por isso, deveria ser tratada de modo diferente. "Todos têm a percepção de que a Educação é o carro-chefe. E eu acho que a sociedade vai cobrar colocar alguém mais comprometido, mais experiente", disse, sem citar o nome do atual ministro, Mendonça Filho, nem do presidente da República em exercício, Michel Temer. Mendonça Filho é formado em administração de empresas e ocupava o cargo de deputado federal antes de ser indicado ao ministério por seu partido, o Democratas.

"Não é manifestação de desapreço à pessoa especifica que está lá, mas é que foi uma divisão partidária, não por conhecimento", disse durante o evento organizado por alunos da Universidade de Oxford e da London School of Economics. 

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