Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

'Escolhem uma foto minha antes da dieta para inflarem', ironiza Gilmar sobre protesto

Ministro do STF usou seu Twitter para comentar ato desta terça-feira em Brasília, em que inflaram um boneco seu e do procurador-geral da República Rodrigo Janot

Elisa Clavery, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2017 | 08h33

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, usou seu Twitter para comentar a manifestação nesta terça-feira, 30, em frente à Procuradoria-Geral da República (PGR) com um boneco inflável seu e um do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Em tom de brincadeira, o ministro ironizou a escolha do boneco e disse que "escolheram uma foto sua antes da dieta".

"Maior trabalho para emagrecer e escolhem uma foto minha antes da dieta para inflarem por aí...", escreveu na rede social, criada nesta segunda-feira.  

Organizado pelo movimento NasRuas, o movimento afirma protestar por uma "Justiça para todos". Segundo os organizadores, os investigados com foro privilegiado estariam demorando mais para serem julgados, devido a uma "lentidão da PGR e do STF".

Já o protesto contra Gilmar tem razões específicas, afirmou uma das responsáveis pelo NasRuas, Carla Zambelli. Segundo ela, o ministro teria tomado "decisões superesquisitas", como a concessão dos habeas corpus para o empresário Eike Batista, sem se declarar impedido para julgar, e para o ex-ministro José Dirceu, além de defender a retomada de conversa sobre prisão em segunda instância, ela cita. 

Com cerca de 13 metros, o boneco de Gilmar tinha os rostos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Dirceu nas costas e recebeu o nome "Gil-lax". Segundo Carla, é uma piada em referência a um "laxante". "Laxante porque o Gilmar 'solta tudo': soltou Eike, soltou Dirceu", explicou Carla. 

Apenas os organizadores do NasRuas, cerca de 10 pessoas, se reuniram para o protesto. Procuradas nesta terça-feira pelo Estado, as assessorias da PGR, do STF e do ministro Gilmar Mendes preferiram não comentar o protesto. 

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