Escolha recebe elogios e acalma empresários do setor elétrico

Representantes de empresas privadas que atuam no setor elétrico elogiaram a decisão do futuro ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, de escolher o atual secretário de Planejamento Energético do ministério, Márcio Zimmermann, para secretário-executivo. Nas últimas semanas, o mercado estava temeroso de que a mudança de comando na pasta pudesse prejudicar a tomada de decisões, justamente em um momento em que crescem as preocupações sobre o futuro do abastecimento de energia.Como Zimmermann é um técnico que já atua no ministério desde 2005, sua nomeação para o principal cargo abaixo do de ministro foi recebida como sinal de que a "memória" da pasta não será perdida na transição. "Essa é uma boa notícia. Imagine a dificuldade que os empresários do setor teriam para negociar com uma equipe toda nova? As próximas decisões precisam ser tomadas com rapidez, e Zimmermann é um técnico experiente. Essa escolha foi uma demonstração de bom senso do futuro ministro", disse o presidente da Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia Elétrica (Abiape), Mario Menel.Para Menel, o fato de Zimmermann já ter trabalhado com Dilma Rousseff quando ela comandava o Ministério de Minas e Energia, ajudará no diálogo de Lobão com a ministra da Casa Civil. "Pelo fato de a energia estar na base da economia, o Ministério de Minas e Energia precisa estar coordenado com outros ministérios, como o do Meio Ambiente. Desse modo, é necessário estreitar as relações com a Casa Civil", disse.Para o diretor de relações institucionais da Associação Brasileira dos Agentes Comercializadores de Energia Elétrica (Abraceel), Maurício Corrêa, Zimmermann é um profissional que tem "plenas condições de secretariar o ministério neste momento difícil".Corrêa avalia que a atuação de Zimmermann não deverá ser influenciada por questões político-partidárias. "Ele sempre trabalhou no Ministério de Minas e Energia em questões de natureza técnica", disse.

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