Escolha para o comando da Fiocruz gera críticas

Indicada para o cargo foi a segunda colocada na eleição realizada entre os funcionários da fundação; atual presidente defende a vencedora do pleito como sua sucessora

Lígia Formenti, O Estado de S.Paulo

02 de janeiro de 2017 | 21h52

BRASÍLIA - O presidente da Fundação Oswaldo Cruz, Paulo Gadelha, disse que a confirmação de Tânia Cremonini de Araújo Jorge como sua sucessora pode provocar efeitos “imprevisíveis” na entidade. A informação de que ela seria escolhida pelo presidente Michel Temer para comandar a instituição, embora tenha ficado em 2.º lugar em votação entre funcionários, provocou uma crise na fundação.

Na semana passada, uma assembleia foi realizada e um abaixo-assinado, organizado. Até ontem, haviam sido coletadas 6.400 assinaturas em favor da escolha de Nísia Trindade, a 1.ª colocada na votação. Gadelha fica no posto até 17 de janeiro.

A nomeação de Tânia, prevista para esta segunda-feira, 2, não ocorreu. O adiamento da indicação, para Gadelha, é um sinal de que o governo deve reavaliar a decisão, sobretudo diante da reação de funcionários e de entidades como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Nesta segunda, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, teve duas reuniões com Temer para tratar do caso. Nesta terça, 3, o ministro se reúne com parlamentares que defendem a nomeação de Nísia.

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