Escolha do líder do governo na Câmara divide bancada do PT

Provável candidatura única de Marco Maia também faz crescer disputa por cargos na Mesa Diretora da Casa

Eugênia Lopes, de O Estado de S.Paulo,

18 de janeiro de 2011 | 23h01

BRASÍLIA - Com a provável candidatura única do petista Marco Maia (RS) para a presidência da Câmara, os partidos começam a se engalfinhar por cargos nas comissões permanentes, nas lideranças e na Mesa Diretora da Casa.

 

Uma das posições mais cobiçadas é a liderança do governo na Câmara, por ora disputada entre os próprios petistas. Caberá à presidente Dilma Rousseff tentar apaziguar o PT e decidir se mantém ou não o atual líder, Cândido Vaccarezza (PT-SP).

 

A bancada petista está dividida. Quem defende a troca alega que Vaccarezza perdeu legitimidade após perder a disputa interna para ser o candidato à presidência da Câmara. O ex-presidente da Casa Arlindo Chinaglia (SP) e o ex-líder Henrique Fontana (RS) aparecem como cotados para a liderança.

 

Os aliados de Vaccarezza, porém, atacam os dois colegas. Além de criticar o que chamam de "temperamento difícil" de Chinaglia, o grupo avalia que ele não ajudou o governo Lula quando presidiu a Casa (2007-2009). Fontana teria dificuldades não só por já ter ocupado o cargo como por ser do Rio Grande do Sul, mesmo Estado de Maia.

 

Mesa

 

Os partidos também cobiçam os melhores postos na Mesa da Câmara. O PMDB tem sete candidatos ao cargo de primeiro vice-presidente. O nome oficial do partido deve ser definido no dia 31, mas a cúpula da legenda sabe que algum perdedor provavelmente lançará candidatura avulsa.

 

Primeira legenda a apoiar Maia, o PR decidiu reivindicar um "cargo melhor" na Mesa. O partido deveria ficar com a segunda secretaria, mas quer a segunda vice-presidência. "Quem chega primeiro bebe água limpa", resume o deputado Luciano Castro (PR-RR).

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