Escolha de relator e presidente pode rachar governistas

A idéia lançada pelo ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, de entregar à oposição a presidência da comissão especial da Câmara que analisará a reforma tributária desagradou à base aliada. Há uma articulação para que o cargo seja ocupado por Edinho Bez (PMDB-SP) e o relator seja Sandro Mabel (PR-GO). O PT não participa do movimento e quer a relatoria para Carlito Merss (PT-SC).Múcio defende um entendimento entre governistas e oposição. "A reforma não pode ser do governo", argumentou. "É preciso que ela seja da sociedade."Mabel tem apoio de PMDB, PR, PTB, PP e PSC. Na discussão da reforma de 2003, ele defendia a guerra fiscal. Ontem, disse que é favorável à reforma, se os incentivos já concedidos pelos Estados forem respeitados. "A proposta do governo foi feita de acordo com o que sempre defendi. Diz que haverá um prazo de transição de 8 anos. É suficiente."Carlito Merss disse que o melhor candidato do PT a relator é Antonio Palocci (SP). "Mas se ele não quiser, coloco o meu nome para consideração."

Adriana Fernandes e Ribamar Oliveira, O Estadao de S.Paulo

06 de março de 2008 | 00h00

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