Filipe Araújo/Estadão
Filipe Araújo/Estadão

Escolha de Bendine não foi consenso no governo

Dilma considerou confiança, experiência no mercado financeiro e disponibilidade de ex-presidente do BB em assumir a estatal

Débora Bergamasco, O Estado de S. Paulo

06 Fevereiro 2015 | 15h58


Brasília - A escolha de Aldemir Bendine para assumir a presidência da Petrobrás contrariou a opinião de alguns dos principais conselheiros presidenciais, mas foi da vontade irreversível da presidente Dilma Rousseff, segundo apurou o Estado

Com apenas 48 horas para substituir Graça Foster, a petista usou como critério para sua decisão: a confiança que deposita em Bendine, a experiência dele no mercado financeiro e sua disponibilidade em assumir a estatal. Não necessariamente nesta ordem.

A avaliação da presidente é que ele fez um ótimo trabalho à frente do Banco do Brasil, tanto que estava pretendendo deslocá-lo para o comando do BNDES.

Dilma recebeu Bendine na manhã de quarta-feira, 4, no Palácio da Alvorada. E explicou que o escolhido terá a missão de tirar a Petrobrás das páginas policiais e colocá-la de volta nas de economia. 

A reação negativa do mercado financeiro demonstrada pela queda instantânea das ações da Petrobrás não foi exatamente uma surpresa. Por isso escolheram Ivan Monteiro, vice-presidente de finanças do Banco do Brasil, para assumir as finanças da estatal, em uma tentativa de minimizar os possíveis danos causados pela surpresa em relação a Bendine. 

A escolha do novo conselho, na semana que vem, também deve observar os critérios de dar amparo de credibilidade à direção da estatal. O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, defendia o nome de Murilo Ferreira, presidente da Vale.

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