Escolas inexistentes recebiam verba do Fundef

A Secretaria Estadual de Educação constatou, através do Censo Escolar de 2000, a existência de escolas fantasmas, criadas por prefeitos e ex-prefeitos de vários municípios alagoanos para desviar recursos do Fundef (Fundo Nacional de Desenvolvimento e Valorização do Magistério). As irregularidades foram informadas ao Ministério da Educação, por meio do Inep (Instituto Nacional de Ensino e Pesquisa).Estima-se que, nos últimos quatro anos, foram criadas mais de 200 escolas municipais fantasmas em Alagoas, com cerca de 12 mil alunos inexistentes. Só no município de Traipu, 196 quilômetros de Maceió, foram encontradas neste ano 12 escolas fantasmas, que existiam apenas no papel. A fraude envolve o ex-prefeito do município, José Afonso Freitas, que é acusado também de emitir 197 cheques sem fundos da prefeitura.As escolas irregulares de Traipu foram criadas às pressas em 1999, para aumentar o volume de verba que a prefeitura recebe do Fundef. O valor do repasse dos recursos varia de acordo com o número de alunos matriculados.

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