Escolas federais farão cadastro de deficientes

As 137 escolas federais de ensino técnico vão cadastrar deficientes físicos e mentais aptos a trabalhar. A iniciativa do Ministério da Educação (MEC) pretende facilitar o acesso desses profissionais ao mercado de trabalho, auxiliando também quem quer contratar. Empresas com mais de 100 empregados, de acordo com a legislação brasileira, devem ter em seus quadros pelo menos 2% de pessoas com necessidades especiais."O problema é que as empresas muitas vezes não sabem onde encontrar esse profissional", disse ontem o coordenador do Programa Educação, Tecnologia e Profissionalização para Pessoas com Necessidades Especiais, Francklin Nascimento, após o lançamento do projeto. A meta é criar bancos de dados em cada unidade de ensino ainda no primeiro semestre. Estimativas apontam que 10% da população apresentam algum tipo de deficiência.Núcleos de atendimento - Para constar no cadastro, o deficiente não precisará ser aluno da escola. Em sua ficha, constarão dados sócio-econômicos, de escolaridade, experiência profissional e tipo de deficiência (física, mental, auditiva, visual, múltipla ou de superdotação). Além do banco de dados, o MEC quer que os estabelecimentos federais criem núcleos de atendimento aos deficientes.Segundo Nascimento, cinco escolas já desenvolvem esse tipo de serviço, atendendo cerca de 300 alunos com necessidades especiais. Uma delas é a Escola Técnica Federal de Santa Catarina, onde 30 deficientes auditivos freqüentam cursos como o de técnico em eletrônica. "O surdo tem alto poder de concentração", destacou o diretor-geral do estabelecimento catarinense, Juarez Pontes.No último concurso para professor de desenho técnico, a escola exigiu que os candidatos dominassem a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Informações sobre o programa podem ser obtidas no MEC, pelos telefones (0xx61) 410-8599 e 410-8654.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.