Escolas especiais, alunos especiais

Quando ingressou na Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), em 1995, Sérgio Augusto Filho, de 23 anos, tinha certeza de estar dando um passo decisivo para adquirir condições de disputar uma posição no mercado. Isso aconteceu, mas não da maneira como ele pensava. Três anos mais tarde, Sérgio participou do Programa de Capacitação Técnica da Motorola, uma parceria entre a empresa e a universidade. Hoje, é funcionário da indústria, onde integra a equipe responsável pelo teste de novos produtos.A experiência foi rica. "É diferente da faculdade. Além de ter feito cursos mais especializados, acabei desenvolvendo uma visão geral do mercado", explica. "Normalmente, o curso de engenharia não dá uma visão tão abrangente das necessidades de uma empresa." A história do jovem reflete um processo cada vez mais comum no mercado de trabalho, que progressivamente está exigindo profissionais dinâmicos, capazes de se reciclar e tomar decisões sozinhos. Mas como a distância entre esse perfil ideal e o aluno formado pelas faculdades é grande, diversas empresas estão tomando a iniciativa e montando suas próprias escolas, dando origem a um novo segmento do mercado educacional: as universidades corporativas.Mais informaçõesLeia Também:Que se cuidem as universidades convencionais Sabesp e Metrô já estão agindo

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