Escândalos abriram crise com ministro da Saúde

Em novembro do ano passado, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, acusou a Funasa por casos de corrupção e destacou a "baixa qualidade" nos serviços prestados, além de denúncias de desvio de dinheiro no órgão. As críticas resultaram em uma queda de braço política com o presidente da autarquia, Danilo Forte, e geraram uma crise entre o ministro e setores do PMDB, que controlam cargos de direção na Funasa. Venceu Forte, que se mantém no cargo até hoje. Apesar de ter sido considerado "inábil" por opositores, as acusações de Temporão tiveram eco entre os especialistas. A saúde indígena, então administrada pela Funasa, recebia quase três vezes mais do que os programas de saúde em geral: cerca de R$ 900 per capita, contra R$ 270 do restante da população.A mortalidade em algumas aldeias indígenas, porém, mantém-se em alta há anos, assim como outros indicadores de saúde nada animadores. O resultado foi a transferência da saúde indígena das mãos da autarquia para o Ministério da Saúde. O último capítulo da polêmica envolvendo a Funasa foi desencadeado por uma ação de improbidade administrativa oferecida pelo Ministério Público Federal do Distrito Federal contra o ex-presidente do órgão Paulo Lustosa, acusado de irregularidades na contratação de uma empresa para fornecer software corporativo. À época, a Funasa preferiu não comentar o caso.

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